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Ao perguntar a Matusquella o que é ser uma palhaça, ela me pergunta de volta quem sou eu. Mas também, me pergunta quem tenho podido ser. Então as respostas vão se atualizando a cada encontro com o espelho auto-poiético que chamam de palhaçaria.

Nesse sentido, a comicidade e o riso surgem como mapas-talismãs concedendo leveza e impulso vital, além do elemento crítico, nesse enfrentamento - não no sentido belicoso, mas no sentido de frente a frente,, promovendo o acesso a uma série de conteúdos extremamente delicados, mas igualmente poderosos.

Parte dos relatos da pesquisa que venho empreendendo como pessoa, pesquisadore e palhaça\palhaçe, vem agora a público através do projero Matusquella: uma Palhaça em Tese, que é resultado da pesqyuisa de mestrado que realizei entre os anos de 2014 a 2016, na Universiade de Brasília.

 

Integram o projeto a puvblicação do texto da dissertação atualizado e adaptado ao suporte livro, bem como um gostoso, nutritivo e divertido bate-papo com artistes convidados/convidadas/convidades na séria de lives batizada de Deriva.

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  • Sobre a publicação

 

Resumo da publicação: 

Título provisório do livro: 

Nedda, Colombina. Matusquella e Zerpina - Ensaios Sobre Palhaçaria e Ópera

 

A partir das vivências da mestranda como palhaça e pesquisadora nas linguagens operística e palhacística, e utilizando como dispositivo referencial a personagem Nedda, da ópera Pagliacci, composta em 1892 por Ruggero Leoncavallo, exploramos neste trabalho aspectos relacionados à intricada entrada de mulheres em cena: seja na ópera, seja no teatro, seja na palhaçaria. A partir de algumas máscaras cômicas femininas como: as Enamoradas, a Colombina, a Cortigiana, as Soubrettes, caricatas e caipiras do circo-teatro brasileiro, aspectos simbólicos e históricos são apresentados e problematizados, buscando materiais que nos ofereçam ferramentas para uma análise mais particular da personagem Nedda, na direção da palhaçaria feminina de nosso tempo. Ao passo que a estória contada na obra operística ficcionaliza aspectos históricos relacionados ao surgimento das mulheres-palhaças, seus percursos e poéticas, pode se revelar uma perspectiva trágica e autopoética da palhaçaria pós-moderna, acentuando o caráter multidisciplinar que compõem as poéticas de mulheres-palhaças, numa aventura identitária que apenas começou. Ao se tentar entender o que é ser uma palhaça, empreendemos uma busca que quer revelar mulheridades e errâncias, investigando as relações da palhaçaria feminina com feminismos pós-modernos, artivismo e as teorias de rede e de gênero. No ensejo, acabamos por ter acesso a um pouco da vivência e às reflexões sobre a palhaçaria vivida e criada pela pesquisadora.